Domingo, 12 de Julho de 2009

Arte de Amar

Olha que idéia boa! Havia gente de todas as idades ouvindo poesias de Manuel Bandeira pelo canudo, uma versão do antigo telefone sem fio com um efeito sonoro bem melhor.
Sabem qual era o poema?

Arte de Amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.


(MANUEL BANDEIRA - Arte de amar - Estrela da Vida inteira. Rio, Livraria José Olympio Editora, 1979,p. 185)


Assista ao trecho da Conferência de Abertura/Flip 2009

O crítico e escritor Davi Arrigucci Jr. falou sobre Manuel Bandeira e o "alumbramento" em seus poemas. Como não havia conseguido ingresso nem para a tenda do telão, fiquei mesmo no meio daquela multidão, atenta e emocionada.

Sábado, 11 de Julho de 2009

É preciso saber viver

O Blogstórias Essenciais não pode ficar fora da festa dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos, o nosso rei!
Então, vamos ao vídeo de RC em acústico com a participação em solo de Tony Belloto. Muitos jovens só descobriram que a letra de É preciso saber viver era de Roberto Carlos e Erasmo Carlos depois de ser gravada pelos Titãs.
Há ainda preconceito com a Jovem Guarda por não ter sido um movimento musical de cunho político. Sou eclética também em relação à literatura, música, artes. Cada qual tem seu momento, desde que tenha qualidade, é claro. Para saber mais, acompanhe o site oficial aqui.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Festa Literária de Paraty



Olha eu aí no trem do Manuel Bandeira, "Virge Maria, que foi isso maquinista"!

Nem sei quando vou arrumar tempo para mostrar e falar de tudo o que vi na Flip. Desisti de levar o laptop. Ainda bem, não ia escrever nada mesmo. Parecia uma barata tonta, ou melhor, uma formiga apressada! Só participando da grande festa para entender. Estou exausta. Fico devendo ainda as outras imagens do Salão do Livro na FNLIJ. Sem falar da quantidade de livros adquiridos nos dois eventos. E cadê tempo para ler? Ainda dizem por aí que professor não é leitor. Encontrei tantos colegas de trabalho.

Passei aqui para fazer um link do que considero urgente, isto é, o "Movimento Por um Brasil literário", projeto do Instituto C&A, apresentado na Casa da Cultura.

O escritor e poeta Bartolomeu Campos de Queirós, autor do manifesto, lavou a minha alma ao defender a leitura literária.

Manifesto por um Brasil literário


O Instituto C&A, se somando às proposições da Associação Casa Azul – organizadora da Festa Literária Internacional de Paraty -, à Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, ao Instituto Ecofuturo e ao Centro de Cultura Luiz Freire, manifesta sua intenção de concorrer para fazer do País uma sociedade leitora. Reconhecendo o êxito já conferido, nacional e internacionalmente à FLIP, o projeto busca estender às comunidades, atividades mobilizadoras que promovam o exercício da leitura literária.
Reconhecemos como princípio o direito de todos de participarem da produção também literária. No mundo atual, considera-se a alfabetização como um bem e um direito. Isto se deve ao fato de que com a industrialização as profissões exigem que o trabalhador saiba ler. No passado, os ofícios e ocupações eram transmitidos de pai para filho, sem interferência da escola.
Alfabetizar-se, saber ler e escrever tornaram-se hoje condições imprescindíveis à profissionalização e ao emprego. A escola é um espaço necessário para instrumentalizar o sujeito e facilitar seu ingresso no trabalho. Mas pelo avanço das ciências humanas compreende-se como inerente aos homens e mulheres a necessidade de manifestar e dar corpo às suas capacidades inventivas.
Por outro lado, existe um uso não tão pragmático de escrita e leitura. Numa época em que a oralidade perdeu, em parte, sua força, já não nos postamos diante de narrativas que falavam através da ficção de conteúdos sapienciais, éticos, imaginativos.
É no mundo possível da ficção que o homem se encontra realmente livre para pensar, configurar alternativas, deixar agir a fantasia. Na literatura que, liberto do agir prático e da necessidade, o sujeito viaja por outro mundo possível. Sem preconceitos em sua construção, daí sua possibilidade intrínseca de inclusão, a literatura nos acolhe sem ignorar nossa incompletude.
É o que a literatura oferece e abre a todo aquele que deseja entregar-se à fantasia. Democratiza-se assim o poder de criar, imaginar, recriar, romper o limite do provável. Sua fundação reflexiva possibilita ao leitor dobrar-se sobre si mesmo e estabelecer uma prosa entre o real e o idealizado.
A leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições criadoras aos espaços em que convive. Compreendendo a literatura como capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o ainda por conhecer; considerando que este diálogo das diferenças – inerente à literatura – nos confirma como redes de relações; reconhecendo que a maleabilidade do pensamento concorre para a construção de novos desafios para a sociedade; afirmando que a literatura, pela sua configuração, acolhe a todos e concorre para o exercício de um pensamento crítico, ágil e inventivo; compreendendo que a metáfora literária abriga as experiências do leitor e não ignora suas singularidades, que as instituições em pauta confirmam como essencial para o País a concretização de tal projeto.
Outorgando a si mesmo o privilégio de idealizar outro cotidiano em liberdade, e movido pela intimidade maior de sua fantasia, um conhecimento mais amplo e diverso do mundo ganha corpo, e se instala no desejo dos homens e mulheres promovendo os indivíduos a sujeitos e responsáveis pela sua própria humanidade. De consumidores passa-se a investidores na artesania do mundo. Por ser assim, persegue-se uma sociedade em que a qualidade da existência humana é buscada como um bem inalienável.
Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos – que inauguram a vida – como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária, a proposição é indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno.

Bartolomeu Campos de Queirós
Junho de 2009

"Agora sim...

Que vontade de cantar!"

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Primeiras Imagens


Estas são as primeiras imagens do 11º Salão FNLIJ do Livro.
Seminário, compras para a escola e pessoais, conversa com escritores, lançamentos...
Sem tempo para contar tantas experiências marcantes.
Cansada e feliz!
Posted by Picasa

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Dia dos Namorados

Blogagem Coletiva

A ideia foi do Fernandão ou do Franz? Não importa, são uns apaixonados pelas suas mulheres, uma raridade nestes tempos tão loucos!

Sou simplesmente apaixonada por este curta.
Tive a honra de assistir à pré-estreia e de abraçar Cláudia Rabelo Lopes, uma pessoa muito querida.



O Nosso Livro

Gênero Ficção
Diretor Claudia Rabelo Lopes, Luciana Alcaraz
Elenco Bárbara Montes Claros, Marcos Caruso, Regina Sampaio, Vera Holtz, Zé Alex
Ano 2005
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil

Isabel e Roberto não se conhecem, mas trocam bilhetes em livros numa biblioteca, até que descobrem que estão apaixonados.

Primeiro dia no 11º Salão FNLIJ




Quarta-feira foi o primeiro dia do 11º Salão do Livro só para professores. Foi essencial assistir à palestra da escritora Anna Cláudia Ramos, uma incansável lutadora pela formação de leitores de todas as idades, e à apresentação de seus lançamentos. Veja alguns:




Apenas duas horas para ver alguns títulos. Tudo muito rápido. Foi possível rever e abraçar Hermes Bernardi Jr e ouvi-lo falar emocionado de mais um lançamento O Emaranhado da Maçaroca pela Larouse e da sua espera pela chegada de Doido pra Voar (Artes e Ofícios), disponível em Braille.





Fui abraçada pela querida Sonia Rosa que também aguardava a chegada de Palmas e Vaias (Pallas) no estande da SME.


Aproveitei para espiar os trabalhos dos alunos leitores que frequentam com assiduidade a Sala de Leitura: Biografias em Construção e Leituras Escolhidas, com resenhas de livros.




Peguei em Formigas de Elaine Pasquali Cavion com ilustrações de André Neves e deixei para comprar depois porque a maquininha do cartão ainda não funcionava. Afinal, eu brincava demais com elas que fugiam desesperadas das casinhas, pontes e laguinhos que eu construía no quintal.



Dei um tchau de cumplicidade, por mais um lançamento, para o Rogério Andrade Barbosa na saída, nem pude voltar...





Corria pelas editoras que, com respeito ao professor, já estavam com seus estandes montados para nos receber com carinho. Tive que ouvir em uma delas, não sei por qual motivo, de alguém que não me conhecia, nem tinha me visto, a infeliz frase: “Professor não compra mesmo!”Ah, não ficou sem resposta e ainda dei o endereço do blog!


Embalei o filho, digo, livro do Tino Freitas, Cadê o Juízo do Menino? (Manatti), e abracei O Fazedor de Velhos de Rodrigo Lacerda, minha leitura mais recente com mais outras ao mesmo tempo. Vocês são como eu?


Almocei com pressa para não perder a van da FNLIJ, porém precisei ligar para a escola avisando que não iria porque ainda estava à espera do ônibus. Ainda olhei, mais uma vez para o hospital onde nasci e lutei para conhecer este mundão. Olhei também para as janelas, em qual eu estaria quando ouvia meu tio e padrinho dizer que ficasse observando o céu onde avistaria a cegonha chegar com minha irmã.



Decidi, então, acompanhar minha amiga à Casa da Leitura em Laranjeiras para assistir à espetacular aula de Adriana Bittencourt Guedes sobre Literatura e Cinema. Cheguei em casa cansada e nas nuvens!


Hoje, ainda não sei quando volto ao 11º Salão porque, seguindo o sábio conselho de uma tia muito amada, faço primeiro o que não gosto. Desde ontem, corrijo provas e redações de quase 130 alunos! Dei uma paradinha apenas para avisar que estou aqui. Tenho lido muita coisa e compartilhado na barra lateral pelo Twitter e Reader. É só clicar. Até...






Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Prêmios BLIBIE

Soube que estava concorrendo ao prêmio há muitos dias. Nem sabia de que se tratava.
Até me esqueci de que era candidata na categoria Melhor Blogue de Livros (feito por Leitores ou Autores). Fiquei feliz só por estar participando. Hoje fui olhar os resultados. Que horror! Também, como meus leitores vão votar se desconhecem tanto o prêmio quanto a minha indicação, só Deus sabe feita por quem!
Então leiam do que se trata:
“Os Prémios BLiBiE pretendem divulgar e incentivar a utilização da importante ferramenta que é um blogue na área da Promoção da Leitura e na Educação.O processo de atribuição de prémios pretende ajudar a aumentar a importância dos blogues no campo da leitura e da educação e ajudar a tornar esse excelente trabalho conhecido pela população em geral, bem como servir de mote de inspiração para o que é possível fazer com o poder da Blogosfera.”
Os editores do blogue são portugueses, vê-se logo pelo acento!
Se quiserem participar da votação na minha e nas outras categorias, cliquem aqui . A votação termina no dia 14 de junho.
Aqui em casa perguntaram o que eu iria ganhar!
Eu respondi: "Já ganhei o reconhecimento de quem me citou!"

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Livros Premiados pela FNLIJ em 2009


Estes são os livros de 2008 premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil em 2009.

Veja a relação aqui no site da FNLIJ e leia os comentários dos Roedores de Livros.

Domingo, 24 de Maio de 2009

11º Salão do Livro

Lançamentos






Cadê o juízo do menino? é o primeiro livro de Tino Freitas, do blog Roedores de Livros com ilustrações de Mariana Massarani. Imagino como deve estar a cabeça deste menino. Ora assim como na capa do livro, ora a dar giros de cento e oitenta graus! Sem falar das explosões de alegria somente comparada à partida de um foguete ao espaço.

O lançamento vai ser no dia 19 de junho às 15h no 11º Salão FNLIJ. Saiba tudo aqui. Leia a sinopse no site da Manatti.







Doido pra Voar é o livro mais recente do Hermes Bernardi Junior, escritor gaúcho com onze títulos publicados. Este é especial porque foi o autor que ilustrou. Divulguei aqui seus livros lançados no 10º Salão. Você pode acompanhar tudo no blog Terça eu conto pra você.



O lançamento será às 18 h do dia 15 de junho. Acompanhe aqui.




Pigmeus, os defensores da floresta é um dos lançamentos de Rogério Andrade Barbosa com ilustrações de Maurício Negro, 20 de junho às 12h.
Saiba mais aqui.





Terça-feira, 19 de Maio de 2009

FLIST


Não fui de bonde. Cheguei cedo e os espertos de plantão estavam de olho. Os meus também. Desisti. Atravessei o Largo da Carioca e peguei o ônibus. Paisagem linda. Santa Teresa respira cultura e arte.
Pernas preparadas rumo ao Castelinho 38 para saborear o café e ouvir Lygia Bojunga. Um deleite. Saímos emocionados com a leitura de A Troca. Eu, mais ainda, com Dos Vinte 1, uma seleção de Lygia de capítulos ou trechos de todos os vinte livros escritos, uma “procura, subjetiva, por preferências e satisfações com meu texto”.
Em seguida, parti para o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo para assistir à palestra de Chico Alencar, Isabel Lustosa e Patrícia Corsino sobre Leitura e Cidadania. Falaram de como se tornaram leitores e da importância do livro para formar cidadãos. Chico é essencialmente professor. Levou trechos de escritores como Rubem Alves e terminou com uma bela canção de Milton Nascimento. Saí correndo, com três livros vendidos a um real (o que sobra para o autor!), para a Livraria Largo das Letras. Queria participar da Oficina com os ilustradores Graça Lima, Mariana Massarani e Roger Mello. Ivan Zigg também estava lá e participou do alegre bate-papo com a criançada presente. Não consegui comprar novamente Vizinho, Vizinha. Saí derrotada. Fica para o Salão do Livro.
Hora do recreio! Fila no Bar do Mineiro. Uma delícia a feijoada regada à ...Deixa pra lá!
Voltei sonolenta à livraria para conversar com a professora, contadora de histórias e escritora Sonia Rosa. Já fiz muita oficina com o que aprendi com esta pessoa maravilhosa. Toda vez que conto A Princesa e a Ervilha de Andersen, levo a ervilha para as crianças colocarem debaixo do colchão! Fiquei com O tesouro de Monifa que ela trouxe na bolsa! É meu!
Cafezinho e sobe ladeira! Sala cheia, fiquei do lado de fora esticando as orelhas para ouvir as muitas histórias contadas por Ferreira Gullar e algumas contadas por Ondjaki. Ficaria um dia inteiro e mais outro. O poeta é incrível. Voltei sem o Poema Sujo de Gullar e trouxe Os da minha rua de Ondjaki.
Não vi tudo o que queria. Encontrei uma casa com porão para comprar. Nem anotei o número do celular. Só tinha a fachada, atrás, só mato! Nem tudo é perfeito.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Velha História

Recebi hoje a mensagem do Porta Curtas com alegria. Agora, os exibidores podem publicar os curtas direto na página do blog! O modelo é o mesmo do YouTube com algumas novidades.
Começo publicando a animação de um poema de Mário Quintana narrado por Marco Nanini.
É uma das minhas preferidas. Espero que gostem.





Velha História
Gênero Animação
Diretor
Claudia Jouvin
Ano 2004
Duração 6 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil


Um dia ao pescar na beira de um rio um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade. Do poema de Mário Quintana.

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Lançamento no Rio

Qual é o maior tesouro que alguém pode herdar?
Em O Tesouro de Monifa, a educadora e escritora Sônia Rosa nos presenteia, mais uma vez, com uma linda história sobre a memória de seus antepassados.
Uma menina afrodescendente recebe um tesouro de sua tataravó Monifa, que chegou ao Brasil em um navio negreiro. Mesmo escrava, aprendeu a escrever e, por meio das letras que aprendeu, deixou “Para os meus filhos e os filhos dos meus filhos!!!” o maior de todos os tesouros que alguém pode herdar.
Com ilustrações de Rosinha, Sônia Rosa lança, domingo às 16 h, seu livro na Livraria Travessa do Shopping Leblon.
Muita sorte!